sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A venda de uma profissão



Passei valorosos minutos imaginando que iria escrever hoje no blog. Tantas coisas acontecendo, uma eleição bombástica às portas de ser trágica, ou cômica, depende de como iremos observá-la. Os cenários vão desenhando-se e as ideias começam a saltitar dentro da “cuca” desse mero jornalista. Mas, venho desenhar no papel a prática desmoralizando da venda de homens. Isso mesmo! Venda de homens, ou melhor, venda de jornalistas.

Essa eleição está deixando claro que as “penas dos senhores da mídia no Maranhão”, estão sendo cada vez mais valorizadas. Quem ontem era escritor assíduo e ferrenho da inoperância da Prefeitura de São Luís, hoje, de forma inexplicável, é o maior defensor do governo embusteiro do senhor João Castelo.

Profissionais com esse perfil, acabam manchando um ofício nobre e rebuscado, que muitas vezes se confunde como uma própria obra de arte. Confesso! Fico extremamente incomodado com essa prática, no mínimo execrável de determinados profissionais do jornalismo.

Na verdade, nem é necessário citar nomes, aliás, está exposto na “blogosfera” para quem possuir estômago forte, ou, faça-o por necessidade profissional, como é o caso desse mero jornalista que vos escreve. Covardes? Não acredito que eles sejam, até por que assumem uma postura e são criticados por isso, e em várias vezes vão para o embate e defendem a sua postura veementemente.

   É enojador essa postura, mas fazer o que? Infelizmente, temos que nos deparar com textos ridículos e nauseantes que enchem de excrementos o lixo gratuito da internet. É! Assim é o mundo virtual, os lixos transbordam de todos os lados e as coisas boas ficam esquecidas. Um exemplo? Pessoas perdem horas lendo textos acéfalos criados por jornalistas vendáveis, e não acessam um site recheado de cultura, como é o Domínio Público (http://www.dominiopublico.gov.br). Façam um favor a si, ganhem tempo com o que realmente é válido.

Assim, despeço-me por conta de estar sentindo grandes náuseas ao recordar tais textos lidos na internet nestes sequelados dias.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Não volte nunca mais para mim



É incompreensível a vontade quase inexorável que o meu coração tem em sofrer por um amor que só lhe traz desilusão. Não consigo ausentar-me da sua presença, e por mais que eu fique longe de você, sempre que percebo o seu retorno em acabo deixando com que o meu coração tome as rédeas da situação. Esse sadomasoquismo é constante, mesmo a minha razão dentro da sua mais pura sabedoria, vir humildemente avisar-me que irei sofrer mais uma vez.

E assim, eu acabo aceitando-te novamente e abro mais uma vez as portas bambas do meu amor, que ainda nem sequer reergueram-se depois do último vendaval criado pela sua partida. Nesse contexto, percebo que os meus valores foram postos em seu poder, e você, indiferente, demonstra toda a sua total ausência de sentimentos.

Completamente em pedaços, pouco importa-me as maldades e destratos que sofri em suas mãos, o que interessa mesmo é tentar te esquecer. Assim, chego a suplicar que apague de uma vez por todas, o meu rosto das suas lembranças. Essas recordações ainda continuarão fazendo parte da minha vida, e as lágrimas terão o mesmo gosto que tinham quando rolaram em meu rosto pela primeira vez.

Neste período de completa ausência sua, eu consigo reaprender a viver e ressurgir das minhas próprias cinzas, tal qual a Fênix. Entretanto, percebo novamente você adentrar pela porta e, de forma complacente, deixo-te ficar outra vez. A normativa da história que se repete, exibe no palco triste do teatro da minha vida, a epopéia de um relacionamento vil em sua essência.

Não tarda, estou imerso novamente em minhas próprias lembranças, sentido o gosto amargo da mais pura solidão. E neste momento, só importa-me o que realmente você me fez, espero que agora, você acabe com todo esse sofrimento de uma só vez, e fuja para sempre da minha vida. 

Em delírios solitários, imagino outra vez uma fraterna conversa entre esses corações que ainda encontram-se unidos. Neste momento de confidências imaginárias, o seu coração sussurra mais uma vez para saber se ainda te amo. E eu, no alto da minha poesia e inocência sepulcral romântica, deixo-me levar outra vez pela voz do coração, e assim, admito mais uma vez amar-te com todas as minhas forças. Em súbita consciência repentina da razão, volto a lembrar dos momentos de solidão que você proporcionou-me, e peço-te mais uma vez – Não volte nunca mais para mim.



* Esse texto é uma homenagem singela a essa linda música.




O sórdido jogo político



A história tem mostrado no decorrer dos séculos que atos bizarros são premissas para grandes ruínas. Muitos homens destruíram seus patrimônios e levaram seus comandados aos escombros por caprichos ou alianças covardes que julgavam ter a mão firme das batalhas.

Muitas atrocidades foram realizadas, vários povos sucumbiram por vaidade de seus líderes e inimigos juraram-se até a morte, pois, a dignidade humana e a honra naquele período não aceitavam que um simples aperto de mão pudesse ser dado entre pessoas que se odiavam.

Ao passar dos séculos as coisas foram mudando, a história foi sendo reescrita e os inimigos foram ficando mais íntimos. Ainda assim, com muito custo, fui sendo testemunha de fatos exclusos e nebulosos que a política veio me apresentando diariamente.

Nunca imaginei ouvir de um homem público, que a única coisa que ele ainda tinha visto na vida política foi VACA VOAR. Pois é, o sr. Castelo certa vez bradou essa pérola, quando perguntaram para ele em certa ocasião se poderia ou não aliar-se a Sarney.  

Comentários esdrúxulos e debochados como este fazem parte do mundo vil da política maranhense. O nosso Estado está cada vez mais enlameado e imerso em uma areia movediça que nos puxa cada vez para baixo. É triste acompanhar os noticiários, pior, é assistir ao Horário Eleitoral Gratuito. São impropérios que jorram como loto de uma sarjeta que não cessa em expurgar excrementos.  

Mesmo com todo esse enredo em fase avançada de putrefação, ainda assim, por ingenuidade ou falta de análise técnico-política, nunca imaginei ver um candidato do PSDB, nascido e criado no berço da Ditadura Militar, filhote do coronelismo e da espúria da política nacional, pedir à Justiça Eleitoral direito de resposta por achar-se mais “amigo” ou parceiro político de um membro do PT. Logo o PT, partido que nasceu no final da Ditadura Militar e que ao longo da sua existência combateu os desmandos e denunciou as atrocidades do período de exceção. 

Esse membro do PT, também não é qualquer um, é a Excelentíssima Senhora Presidenta da República, Dilma Roussef. Mas, mesmo com essa justificativa, toda essa celeuma grita no mínimo ridícula em meus ouvidos. Quando, em algum dia, eu iria ver alguém do PSDB agarrar-se com tanta força como agora em uma personalidade petista. É incoerente, injustificável, sórdido, covarde e boçal. 

Em outrora, inimigos eram inimigos e sequer cumprimentavam-se. Atualmente, inimigos são amigos íntimos que se distanciam ou aproximam-se conforme os seus interesses. Essa realidade transforma a nossa política em algo cada vez mais enojador e ridículo. Aos que têm coragem de sujar as suas mãos, ou abraçar de forma fraterna o inimigo, as portas da política partidária estão abertas. 

Viva aos falsos, mas que não os alcunhem de Judas, pois esse talvez nem mereça ser comparado a alguns personagens dessa epopéia delirante que é a política suja e vil em seu mais singelo grau.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012



Homem com instinto de alcova

Imaginações permeadas de luxúrias sempre habitam as mais intocadas das nossas lembranças. Engraçado, mas prendemos-nos sempre em situações que já vivemos ou que sonhamos apreciar. Belas chicas ficam em nossas mentes como diabinhos subordinando-nos a realizar práticas ilícitas a todo o momento.
Quem não teve por algum súbito momento a imaginação perversa travestida por alguma alma feminina, que trouxe à tona, sensações explicitas de pura excitação? É, somos pessoas normais, ou melhor, somos homens com o instinto cafajeste da masculinidade sórdida e perversa que nos faz sentir prazer por coisas que nem conhecemos ou nem provamos ainda.
Não devemos sofrer castigos por isso. Nem ao menos sofrer censura. Neste caso, devemos ser reconhecidos como animais que são guiados pelo instituto da alcova.
Podemos até sofrer interpretações errôneas sobre as nossas atitudes, mas nunca deveremos sofrer condenações sem prévia defesa.
Nós, homens com instinto de alcova, podemos sim sofrer do mal saboroso da única mulher. Entretanto, jamais iremos deixar de ser aquele lobo feroz que se guia pelo instinto da satisfação mútua, pois, nós, homens com essa características só alcançam o clímax se a companheira remexer a porta que dar caesso à alma antes, em um frenético e interminável gozo.



          Volto a escrever em blog, neste irei fazê-lo sem nenhuma preocupação com o que irei colocar na tela do computador. Mas, posso garantir que as pessoas que tiverem a oportunidade de ler, irão gostar das pequenas crônicas que farão parte do dia a dia desse espaço. Obrigado pela preferência e boa leitura a todos vocês, sinceros amigos.

Insepulcros zumbis

As ruas estão repletas de zumbis
que amontoam-se em busca de sobrevidas.
A carnificina é vista aos olhos da sociedade,
que, tal qual, a hiena, sorrir dos insepulcros.

A hipocrisia é o néctar da sociedade
dissimulada e autofágica.
Os olhos que enxergam as flores
fazem questão de ignorar os espinhos.

E assim a humanidade caminha
com o discurso dos iluministas,
mas com a prática simples e feroz
do manto sagrado do egoísmo.

Os insepulcros querem ser observados.
A sociedade pode salvar os zumbis
que vagam transtornados pelas madrugadas.

O homem é o seu maior algoz.
Ele acredita ter o poder de decidir o fim.
Salvem, por favor, os insepulcros,
pois, eles ainda não viraram zumbis,
na verdade, a sociedade assim os definiu.

Um anjo provou o néctar do mal
e fez do paraíso o mais fervoroso dos infernos.
A compaixão divina o perdoou
e, mostrou-lhe que as lágrimas
podem transforma-se em sorriso.

Angelical e divino.
Insepulcros zumbis,
também podem viver no paraíso e inferno,
depende dos olhos que os observam,
e o perdão, esse poucos corações podem ordenar.

Nielsen Furtado
(Jornalista)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Democratização das Transmissões Esportivas: é preciso valorizar o esporte no Maranhão

Alguns poderiam dizer que é uma utopia lutar pelo processo de democratização das transmissões esportivas no país. Entretanto, o processo de democratização do Brasil também teve essa incerteza em relação ao futuro. A reflexão posta aqui chama a atenção para uma discussão mais incisiva em relação ao tema.

A caminhada é longa? Digamos que muito além do que podemos imaginar, pois nas entrelinhas dessas “articulações” existem um emaranhado de interesses, que vão desde uma simples retribuição de favores até um complexo “xadrez” político.

As grandes mídias manobram e conduzem o esporte brasileiro de forma explicita e danosa, e arrastam cada vez mais para o capitalismo famigerado esportes com estruturas amadoras, que ficam a mercê de empresários mercenários, que tal qual vampiros, sugam as últimas gotas de “sangue verde” gerado pelo esporte nacional.

Estreitando esse contexto, podemos direcionar as nossas discussões para a falta de transmissão esportiva no Maranhão. Não sendo injusto, temos que glorificar as transmissões realizadas pelas Emissoras de Rádio, que de forma capenga ainda se equilibram, mesmo que com bastantes dificuldades nos estádios de futebol e ginásios esportivos.

Por diversas vezes tentaram ludibriar a sociedade maranhense com a transmissão dos jogos de futebol pela televisão. Entretanto, essa prática teve um fundo político. A emissora em questão, não lutava para que o esporte maranhense melhorasse ou tivesse maior visibilidade, mas tentava
mostrar através das transmissões o esvaziamento dos estádios de futebol do Maranhão. Com isso, buscou chamar a atenção para a ingerência do esporte maranhense como um todo. O fato dava-se pelo governo não ser alinhado à linha editorial da emissora. Perguntamos; por que a dita emissora não proporciona novamente as transmissões esportivas do estado? Porque não mostra a falta de incentivo que os órgãos públicos dão ao desporto maranhense?

Podemos citar um fato concreto que faz uma reflexão para a mídia local e nacional: a Liga de Basquete Feminino vem acontecendo desde o final de 2011, e o Maranhão Basquete vem mostrando que o maranhense é apaixonado por esportes, sempre lotando e apoiando um time que todos sabem, não chegará às finais da competição, não por falta de talento, mas por falta de tempo para aprimorar jogadas e táticas. A crítica nasce da seguinte reflexão: quantas vezes o recorde de público no ginásio maranhense foi notícia na mídia nacional? Quantas vezes o esporte nordestino, salve Pernambuco e Bahia, ganhou destaque positivo na mídia nacional? Há incentivo do esporte no Brasil? Se há, por que a Liga Feminina de Basquete ainda não teve uma transmissão ao vivo na mídia aberta do país?

São várias questões e muitas celeumas que compõem um balaio cada vez mais complexo e articulado, que tem como finalidade chupar o “sangue verde” do esporte nacional. Uma reflexão que iremos propor nesse canal diz respeito ao esporte maranhense. Caso o futebol maranhense fosse coeso e organizado, e dele emanasse a vontade do povo, em ter um campeonato forte e com
times competitivos, será que o maranhense daria mais valor para o futebol do eixo Rio-São Paulo? Flamengo e Vasco teriam uma torcida maior que Moto e Sampaio?

Essa reflexão é posta com bastante propriedade se quisermos um dia ver o futebol maranhense sendo forte e tendo visão nacional. Cabe-nos encerrar esse texto parabenizando os profissionais do Rádio, que ainda são guerreiros e conseguem de forma milagrosa, trabalharem num meio poluído por traças que destroçam o esporte maranhense como um todo. Ao querido Biguá, deixo
o reconhecimento de ter podido assistir pela televisão a inúmeras atividades do desporto amadormaranhense, que mesmo com bastantes dificuldades fazia a alegria de muitos amantes do esporte nas manhãs de sábado da década de 90.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Democratização das transmissões esportivas

A vida nos traz novamente a sensação de renascimento e torna possível todos os sonhos que pensamos realizar neste ano que começa a florescer. Essa é a percepção de que um novo ciclo de vida se inícia com uma nova jornada de 365 dias. Partindo do princípio que é dessa forma que o futebol brasileiro se faz enxergar, então iremos nos encher de bons fluídos e torcer para que as coisas começem a mudar.

Nesse ano de 2012 os nossos artigos serão mais frequentes e mais incisivos na questão referente à democratização das transmissões esportivas realizadas pelas emissoras de TV's. É importante que venhamos a levantar essa discussão, principalmente para o bem do futebol brasileiro, que não pode ficar refém das grandes emissoras nacionais.
Para discutirmos sobre esse tema, teremos que abordar uma gama enorme de situações que vão desde acordos regionais até negociatas financeiras, que de alguma forma sustentam grandes clubes brasileiros.

A discussão que pretendemos colocar em voga, diz respeito à questão financeira como um todo. A grande mídia está cada vez mais detentora dos direitos de transmissão das atividades esportivas nacionais. Essas grandes empresas nos tendencionam a assistirmos a sua grade de programação esportiva sem ao menos nos apresentar uma outra alternativa.

O mais grave nesse contexto, é que as alternativas, ditas plausíveis, estão direcionadas a canais fechados de tv's. É corrigueiro termos dois canais de esportes nas quarta-feiras e domingos, transmitindo o mesmo evento esportivo, e isso é muito danoso para o público, pois há um desperdício muito grande de informação. Isso mesmo, informação! Por que temos a convicção de que o esporte também é tratado como informação e há muito tempo deixou de ser apenas entreterimento.

A nossa sugestão nasce da necessidade de democratização das transmissões esportivas no Brasil. Ou seja, as emissoras de tv's teriam a concessão de transmissão de todas as atividades esportivas de forma igual, com o compromisso de proporcionar ao telespectador uma programação que tornasse acessível as mais diversas modalidades esportivas.

Em um grosso exemplo, podemos fazer essa simples reflexão: uma determinada rodada doCampeonato Brasileiro de 2012, na qual teriamos grandes jogos de interesse de grandes públicos, as empresas que detivessem a concessão dos direitos de transmissão teriam o compromisso de transmitirem jogos que não fossem repassados por outras emissoras. Essa poderia ser uma alternativa para que o torcedor fosse mais respeitado.

Entretanto, as medidas iriam muito além, pois as emissoras teriam um número pré-determinado de jogos de diferentes times programados para toda a temporada, o que iria permitir que um time tivesse seus jogos transmitidos por todas as emissoras de forma igual, proporcionando assim, mesmo que de forma tímida o processo de democratização nas transmissões esportivas no Brasil.

É uma questão que remete a várias discussões, por isso pretendemos buscar junto aos nossos leitores a fomentação desse novo processo de acesso à informação esportiva, vista através desse prisma democrático, evitando assim, que tenhamos o desprazer de observar dois canais de tv's aberta com a mesma programação. Em miúdos, teriamos a oportunidade de observar a evolução de outras praças esportivas, que não fossem as já batidas Rio-São Paulo.